Redes Sociais: faz sentido para minha empresa?

Design de Comunicação

Redes Sociais: faz sentido para minha empresa?

10 de março de 2020 Artigos 0

Talvez você já tenha se feito essa pergunta inúmeras vezes, ao ver diversas empresas investindo somas pesadas em sua comunicação digital, ou quando esteve na encruzilhada entre contratar “um estagiário” para cuidar desse “negócio aí de redes sociais que todo mundo está falando”.

O fato é que esse novo, ou não tão novo assim, jeito instantâneo de se comunicar em todas direções e com feedbacks praticamente instantâneos, além de transformar jovens de Harvard em Bilionários, mexeu com todo o conhecimento e práticas relacionadas à comunicação. Ser uma empresa de pequeno/médio porte coloca você em uma encruzilhada entre não fazer parte desta comunicação ou fazer isso de forma irresponsável. Ambas opções podem acabar sendo desastrosas.

Por isso resolvemos falar um pouco sobre qual a real importância (e o valor que traz para o negócio) de desenvolver e monitorar os canais de Redes Sociais de sua Empresa.

Novas formas de Alcance e Frequência

Se fosse possível determinar um pilar de disseminação de informação, estas duas palavras seriam a base fulcral de qualquer processo de comunicação: Sua capacidade de alcançar o maior número de indivíduos possível e a frequência com que você consegue impacta-los com sua mensagem. Praticamente qualquer ideia pode ser propagada (ou mesmo criada) para um conjunto social, existindo as condições necessária para alcançá-las na frequência ideal.

O grande problema é que o novo paradigma de comunicação bagunçou o entendimento do significado de Alcance e Frequência. Na prática, quase todos os especialistas bateram cabeça nos últimos anos para evidenciar em seus relatórios métricas que entregassem algum tipo de percepção de valor para os clientes que estavam investindo dinheiro para desenvolvimento de conteúdo ou pagando plataformas para impulsionar sua comunicação. Métricas de vaidade, números de likes, visualizações em vídeos que não passavam de uma “resvalada no scrollar da página” e construiu-se uma cultura de entrega baseada em impressões: Alguém viu ou clicou e está no local onde você precisa que ele afunile para seu produto, logo “problema resolvido”.

As estratégias de inbound marketing (troca de engajamento por conteúdo de valor) tem, sem dúvida, o seu grau de efetividade, mas há um valor negligenciado na hiper capacidade orgânica de interação propiciada pelas redes.

Construção de Confiança: O Ativo nº 1

Em uma realidade de múltiplas telas, onde pessoas assistem tv ouvindo podcast enquanto digitam textos ou editam as fotos de seu último passeio. A disputa por atenção é o real campo de batalha, que acontece antes que qualquer funil possa ser iniciado. As pessoas são bombardeadas incessantemente por informações, mas quando elas precisam de uma solução para qualquer tipo de problema, elas buscam no imediatismo das redes a sua solução. Não à toa, apesar da evolução significativa das tecnologias de busca, há um “sem número” de vezes que as pessoas preferem perguntar em seus grupos e comunidades “Quem indica x?” ou “Como funciona x, alguém podia dar uma dica?” do que essencialmente resolver seu problema com uma busca de 0,002 milissegundos.

Isso denota que todos buscamos um valor na informação e que seu produto ou serviço só terá esse valor explícito se estiver disponível e compreensível no tempo e canal que o interessado se encontra. Mais do que produzir conteúdo para as redes, o desafio é construir canais de confiança, onde o usuário sabe que resolverá seu problema.

Seja no primeiro contato ou no pós venda (customer success), usar a comunicação orgânica pode providenciar essa confiança que você precisa não apenas para encontrar, mas também para manter usuários considerando seus canais como a maneira mais simples e direta de resolverem seus problemas.

Mas a métrica? Cadê a métrica?

Este tipo de interação de valor, que tem foco na capacidade de gerar confiança em um canal é a mais complexa de ser metrificada em valores quantitativos. Na maior parte dos casos, não haverá uma recursão grande nos canais, mas grandes “momentos da verdade”, onde toda a confiança é posta a prova, na capacidade do canal de resolver a demanda.

Como principal observação desse fenômeno, a medida ideal da efetividade de uma comunicação orgânica que constrói canais de confiança com os usuários seria a avaliação do perfil daqueles que mantém interação, seu grau de satisfação com essas interações e principalmente, a capacidade de resolução a cada nova interação. Algo que não será resolvido pela quantificação de alcance.

Observe de perto as interações, interaja e analise as conversas nos ambientes e comunidades onde seus usuários ou prospects estão inseridos e assume o controle da narrativa de seus canais no ambiente digital. É um valor que só pode ser metrificado qualitativamente, mas que terá um retorno irrevogável para o branding de sua organização ou mesmo para seu branding pessoal.

 

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