Quando uma Rede Social morre?

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Quando uma Rede Social morre?

26 de janeiro de 2021 Artigos 0

“Mais do que segmentação é preciso entender o movimento estratégico da rede.”

É uma discussão recorrente, principalmente no campo do marketing, os motivos e caminhos pelos quais uma Rede Social acaba deixando de ser relevante no status quo geral a ponto de deixar de existir. De forma mais volátil e menos unilateral, se assemelha muito aos discursos que outrora “mataram” o rádio com a chegada da TV ou mataram  a TV com a chegada da internet. A velocidade desse processo é diretamente proporcional a volatilidade da discussão, mas para qualquer empresa que invista dinheiro nesses canais de comunicação, definir se estão ou não “enterrando dinheiro” em um buraco no deserto é uma visão fundamental.

Embora pareça uma narrativa simples e assertiva acreditar que uma rede social perde relevância quando perde seu público e, por consequência, é descontinuada por seu mantenedor (Google+ eu estou olhando pra você), as dinâmicas de negócio e, principalmente, de público são bem mais complexas. O exemplo mais comum é o do “Fim do Facebook”, que é previsto desde 2016 e dado como cientificamente previsto para 2020 em 2017, apenas mostra uma tendência principal nesse processo evolutivo de todas as redes: Só morrem aquelas que não adaptam seu propósito.

O propósito de uma rede não é estático no tempo e também depende de muitos fatores externos às decisões estratégicas de negócio. A rede é uma soma dos interesses de seus usuários somados à capacidade da rede de se demonstrar competente como meio de conexão desses interesses. O propósito de uma rede é uma soma de propósitos, cristalizada em uma interface e suas funcionalidades.

Se o público jovem está interessado em se expressar esteticamente para seus pares, é necessário que a Rede proponha essas ferramentas para o os jovens, sob pena de ser substituída por outra rapidamente, seja de forma definitiva (a pessoa para de usar a rede em prol de outra) seja de forma complementar (direcionando aquele conteúdo específico para uma nova rede). Inclusive propondo novos propósitos que as pessoas não julgavam relevantes para o momento: “Para que eu vou publicar uma foto que some em 24h?”.

Nesse sentido, qualquer canal de comunicação, marca ou mesmo instituição precisa pesar mais do que a segmentação do público de uma rede, mas antecipar os objetivos dela quando a rede faz uma alteração de interface ou inaugura uma nova funcionalidade. O que significa “remover a visibilidade dos likes” ou inserir o botão de “sacola” no lugar do like no Instagran? O que significa na nova interface do Facebook a impossibilidade de visualizar notificações da empresa no perfil pessoal? Ou mesmo “o que raios as pessoas querem com essas dancinhas no Tik Tok”?

A pergunta sobre “quando uma rede social morre?” não pode ser respondida de forma categórica, mas pode ser respondida de forma prática: Todo dia uma rede morre para você e seu público, não apenas pela vontade deles, mas também por ações sistemáticas da própria rede.

Cabe a você interpretar os sinais e se preparar, antes de seguir investindo em um lugar que está prestes a expulsar seu público de lá!

 

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